quinta-feira

Uma casa onde todos sofrem e riem de alegria

É sabido que o sonho de O Chefe de Estado é conseguir angariar o maior número possível de forasteiros, desalojados, peregrinos, [refugiados não, porque isso dá status na ONU]… enfim, gente sem pedigree. Tão non sense como este Presidente tónhó, Pedro parece ter uma fixação por esta gente cuja vida parece um falhanço. E não é para menos. Gente que vive fora da pátria, fora de casa, perseguida por ser um je ne sais quoi, invoca bem a figura do Homem diferente de Nazaré.

Pedro, na sua primeira carta, em registo meio litúrgico meio exortativo, entusiasticamente, tece um louvor justificativo à condição desalojada dos cristãos dispersos. Apelando à justiça, reúne em casa os que participaram da ressurreição de Jesus. A alegria surge como resposta natural e paradoxal ao sofrimento. Noutro registo, o autor da II Carta de Pedro, pela solenidade do apelo à virtude, e numa apresentação de um esboço de compreensão do corpus bíblico, purifica o comportamento dos irmãos condenado uma possível gnose descomprometida. Em jeito de testamento espiritual, prepara a posterior memória de uma comunidade que se constrói.

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